4 Fevereiro 2026

Nevoeiro na Choupana Interrompe Duelo e Juventus Impõe-se na Europa: A Semana das Águias

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A atualidade desportiva do Sport Lisboa e Benfica ficou marcada por dois eventos distintos que testaram a resiliência da formação encarnada, tanto em solo nacional como nos palcos europeus. Enquanto na Madeira as condições meteorológicas ditaram a suspensão de um embate aguardado, em Turim, a equipa enfrentou um adversário histórico num duelo decisivo da Liga dos Campeões.

O “Manto Branco” na Choupana

O encontro da oitava jornada da I Liga, que opunha o CD Nacional ao Benfica no Estádio da Madeira, foi forçosamente interrompido numa fase muito prematura. Apenas com nove minutos decorridos e o marcador ainda inalterado, um denso nevoeiro instalou-se na Choupana, reduzindo drasticamente a visibilidade no terreno de jogo. O árbitro da partida, Gustavo Correia, da Associação de Futebol do Porto, viu-se obrigado a dar ordem para que as equipas recolhessem aos balneários, após várias pausas e protestos provenientes tanto das bancadas como dos intervenientes no relvado.

Este desfecho frustrou as expectativas para um jogo onde o Benfica, terceiro classificado com 16 pontos, procurava consolidar a sua posição frente a um Nacional em dificuldades, que ocupa o 17.º posto na tabela classificativa. A partida visava encerrar um ciclo de jogos sob o comando de Bruno Lage, mas a natureza encarregou-se de adiar as decisões.

As Expectativas Logradas

Na antevisão do encontro, o tom era de cautela e ambição. Tiago Margarido, técnico dos insulares, havia projetado enfrentar o “melhor Benfica da época”, exortando a sua equipa a demonstrar inteligência e coesão defensiva. Apesar de vir de derrotas pesadas frente ao Sporting e ao SC Braga, Margarido garantia que o grupo retirara ilações importantes desses desaires, considerando o Nacional uma equipa em crescimento.

Do outro lado da barricada, Bruno Lage apelara à “melhor versão” do seu plantel. O técnico encarnado, galvanizado pela recente goleada ao Atlético de Madrid, sublinhou repetidamente a importância de fechar este ciclo de seis jogos com uma vitória, considerando que só assim o esforço faria sentido. O nevoeiro, contudo, impediu que se verificasse se a estratégia de Lage surtiria o efeito desejado na Madeira.

Desaire em Turim na Liga dos Campeões

Se na Madeira o jogo ficou em suspenso, em Itália a história escreveu-se com um resultado desfavorável para as cores nacionais. Num embate de grande cartaz relativo à fase de liga da Liga dos Campeões, a Juventus superiorizou-se ao Benfica, vencendo por 2-0 e garantindo uma vitória histórica — a primeira sobre as águias desde 1993.

A formação de Turim soube crescer no jogo após uma primeira parte com alguns momentos de hesitação. O guarda-redes Michele Di Gregorio foi uma das figuras da partida, segurando a baliza inviolada com intervenções decisivas, nomeadamente após erros defensivos da sua própria equipa que poderiam ter custado caro. A consistência defensiva da Vecchia Signora, liderada por Bremer e pelo inglês Lloyd Kelly, que efetuou um corte providencial sobre Vangelis Pavlidis, revelou-se intransponível para o ataque benfiquista.

O Protagonismo do Meio-Campo Italiano

A vitória italiana começou a desenhar-se através da persistência e técnica de Khéphren Thuram. O médio francês inaugurou o marcador com um golo de excelente execução, coroando uma exibição onde a sua capacidade de transporte de bola causou constantes desequilíbrios na estrutura encarnada.

Já na segunda parte, e apesar de o Benfica ter desperdiçado uma grande penalidade que poderia ter relançado a discussão do resultado, a Juventus sentenciou a partida. Weston McKennie, que cresceu de rendimento após derivar para zonas interiores, combinou com Jonathan David numa jogada de entendimento perfeito para apontar o segundo golo. O resultado final confirmou não só os três pontos para os italianos, como também a passagem matemática à fase seguinte da competição, deixando ao Benfica a necessidade de refletir sobre as oportunidades perdidas numa noite europeia exigente.